Quinta-feira, Setembro 29, 2005
Blog de famosos, de papo pro ar e o plebiscito
Fazia um tempinho que eu vinha reclamando como eu tava com pouco tempo pra mim, pra poder ficar de papo pro ar, contemplando o teto. Pois bem, hoje eu consegui tamanha façanha. Imaginem que até uma soneca depois de almoço eu consegui tirar!
Então eu fiz aquilo que toda dona de casa faz no seu dia de folga: limpar a casa. Dei uma pequena geral, desfiz algumas caixas que ainda estavam escondidas atrás do sofá grande (e pus atrás do sofá pequeno!), tirei o pó, passei pano, caprichei no almoço. Enfim: um lerê básico!
Já pro finzinho da tarde fui a uma oficina de tricô, mas infelizmente a turma já estava esgotada e vai ter que ficar pro fim de semana que vem.
Um dia eu ainda aprendo a tricotar com a linha atrás do pescoço.
Estou eu aqui no meu happy hour de frente pro computador e, não me perguntem como, vim parar na página de blogs do Uol, onde estão os links para blogs de celebridades. Dei de cara com o blog do Paulo Stocker que é um cartunista (que eu nunca tinha ouvido falar por sinal) e que gostei muito!
Aí tem lá esse cartun, que está ótimo:
E me lembrei que fui convocada pra ser mesária durante o próximo plebiscito sobre o uso de armas. Obviamente eu não poderei comparecer e terei que escrever uma carta ao juiz explicando a situação.
Alguém aqui sabe como é que se inicia uma carta a um juiz? Excelentíssimo juiz? Digníssimo juiz? Vossa excelência? Poxa, não faço a menor idéia...
Só sei que minha mãe toda vez que fala comigo me lembra disso, diz que eu vou acabar presa quando voltar, mas eu sempre esqueço. Acho que vai ter que ficar pra amanhã...
Quarta-feira, Setembro 28, 2005
Um dia de chuva
E eis que hoje choveu. Justo hoje, que eu olhei pela janelinha de manhã e jurei nunca que hoje choveria. Amanhã talvez, mas hoje não. E choveu.
Depois de muitos anos sem tomar um banho de chuva, hoje cheguei em casa com o cabelo pingando na cara e os óculos embaçados.
Aqui abro dois parênteses:
1. No meu último banho de chuva eu vi a tormenta lá fora e quis ir. Era João Pessoa, a chuva era morna e eu ainda era menor de idade. Dessa vez a chuva era fria e eu voltava do trabalho, i.e., com meu senso de humor muito em baixa.
2. Eu havia lavado o meu cabelo no dia anterior. Explico melhor: eu odeio quando o meu cabelo molha quando ele está limpo: se ta cacheado fica estranho e se ta liso fica estranhíssimo. O que corrobora com meu pouco humor.
Voltando.
Depois de sair da loja e aceitar a realidade de que eu teria que caminhar um bom bocado até o ponto de ônibus - debaixo de uma chuva de outono - eu chego no ponto e vejo passar um ônibus, o nº 30. Penso que hoje seria o dia de ver se ele serviria pra mim ou não. Entro e pergunto pro motorista se ele passava em Broomhill.
Primeiro ele não entende (típico Yorkshire lad) e eu tenho que repetir mais duas vezes até que ele diz que sim. Tudo ia muito bem, até que ele entra numa rua à esquerda. Obviamente, eu sabia que estava perto de casa, mas de qualquer maneira aquilo não era Broomhill. Pergunto pra ele se aquela era a parada do Jardim Botânico e ele diz que sim. Como eu tava um pouco desorientada, desci ali já que ele tinha confirmado que era ali mesmo.
Quando eu finalmente me encontro quase me dá um ataque: eu estava debaixo de chuva e há duas paradas do Jardim Botânico.
Moral da história: o motorista não entendeu uma palavra do que eu falei - deixado já bem claro pela dificuldade de comunicação no começo da viagem.
Eu posso dizer que o meu inglês está bastante bom. O problema é o conflito de sotaques. Você pode até estar falando a coisa certa, mas se a entonação não está correta, eu garanto que a dificuldade de se fazer entender é enorme.
Ao mesmo tempo eu me culpei, porque deu pra notar que apesar desse 'bastante bom' eu ainda preciso pensar demais antes de falar. As idéias não fluem com a mesma facilidade que fluem a minha língua materna e provavelmente nunca irá. Aposto que se tivesse sido em português eu teria negociado a coisa mais facilmente.
Mas enfim, na hora eu maldisse até a sétima geração do motorista.
Pra completar ainda levei um banho da poça do meio-fio - a clássica em dia de chuva - e cruzei com um cara usando boné e calça branca apertadinha.
Oh céus, só espero não gripar.
¿Hablas Español - II?
Ontem comecei um curso de espanhol com Cris. Bem, ela conta mais em detalhes como foi e o por quê.
Mas dando os devidos descontos, acho que foi bom.
Bárbara: Chico
Segunda-feira, Setembro 26, 2005
Horóscopo
Há anos que eu tenho uma opinião muito particular sobre horóscopo de revista. Sempre falei dela pra todo mundo, isso sempre me intrigou, mas nem por isso deixei de dar uma olhadinha. Sabe como é, nunca se sabe...
Aí nessas de 'dar uma olhadinha', fui checar o meu horóscopo da semana na revista Hello! que é o equivalente inglês da Caras brasileira (não, não, eu não gasto meu pobre dinheirinho com essas revistas. Minha sogra, que gosta, deixou as que comprou aqui em casa).
Menina, eu fiquei besta! O cara, Jonathan Cainer, falou exatamente o que eu sempre pensei e o pior é que ele está quase me convencendo. Vou traduzir aqui pra vocês, reparem só:
'Se existem seis bilhões de pessoas no planeta e a taxa de natalidade é ligeiramente balanceada durante o ano, então deve haver meio bilhão de pessoas que compartilham do seu signo. Portanto, como você pode ter certeza que essa previsão é direcionada pra você e não pra outra pessoa? Porque é você quem está lendo isto.'
EURECA: Agora ta explicado!
Lazy: X-Press
Domingo, Setembro 25, 2005
Contos de uma comerciaria: No tempo da manivela
Um dia me chega essa senhora perguntando se nós vendíamos varal de cortina. Eu disse que sim e fui logo mostrar os modelos que tínhamos.
Ela olhou bastante interessada e afinal perguntou:
- Eles têm a cordinha pra puxar a cortina?
Eu respondi que não. Ela me olhou um bocado embaraçada e me faz a infame pergunta:
- E como que fecha a cortina?
Eu juro que pensei mil vezes antes de responder a essa pergunta. Pensei cá comigo: "Não, não pode ser. Essa é fácil demais. Será que eu entendi direito o inglês?".
Até que depois de exitar por uns instantes, eu finalmente respondo:
- Com a mão...
Não satisfeita ela me pergunta como isso é possível, porque o varal que ela tem de 30 anos atrás não funciona assim, e me pediu pra fazer uma demonstração.
Gente, eu juro que aquilo tava ficando surreal demais pra minha pobre cabecinha. Lá estou eu puxando uma das cortinas em exposição num varal de um lado pra o outro diante do assombro da velha.
Pra completar ela não comprou o varal e ainda saiu resmungando.
Sexta-feira, Setembro 23, 2005
Mischief? No, it's art!
Things may come to those who wait,
but only the things left behind to those who hustle.
Sei não, mas tou achando que o
Bansky está prestes a aprontar alguma...
Quarta-feira, Setembro 21, 2005
Visu novo
Esse auto-retrato aí de baixo já está desatualizado. Eu voltei lá na caixa de brinquedos pra tentar encontrar algo que se aproximasse mais do novo visu, mas não encontrei.
Enfim. Mudou.
Nunca pensei que fosse ser tão audaciosa. Mas também, é como diz o ditado: "em Roma..."
Os cabelos aqui são as coisas mais loucas que eu já vi. Bem, não quer dizer que aqui seja o lugar mais louco do mundo em termos de visual. Tenho certeza de que se eu fosse em Tokyo me sentiria em Marte. É que pros meus standards de cabelo, que cá entre nós beiram o absoluto boring, o que fiz ontem foi um grande passo.
Mas calma, calma. Isso tudo faz parte da excitação pós-salão e do efeito Cinderela, como diz uma tia minha. Depois da primeira lavada, se eu olhar no espelho e der vontade de sair correndo ou de raspar tudo logo, eu prometo que conto.
E a pedidos:
Segunda-feira, Setembro 19, 2005
Quer brincar de boneca?
Porque eu encontrei esse
cara, e lá ele tem uma caixa de brinquedos, e lá dá pra brincar de bonecas!
E eu viciei nele: na brincadeira e na sua arte.
Domingo, Setembro 18, 2005
Ópio?
Sendo assim fica mais fácil sair pra trabalhar amanhã de manhã.

Cesaria Evora: Sodade
Sábado, Setembro 17, 2005
Breves
Minha sogra chegou para passar uns dias conosco e trouxe presentinhos lindos que meus pais mandaram: um chapéu de couro lindo, cachaça Serra Limpa - absoluta, uma bandeira fantástica que eu estava atrás enquanto estive no Brasil e não consegui achar e cházim de erva doce: ai que bom!
Infelizmente, ela caiu doente e mal pôde aproveitar seus dias por aqui. Agora estamos preocupados com a sua saúde para poder regressar. Pensamentos positivos pra ela, heim?!
Quem caiu doente também fui eu. Passei todo o dia de ontem espirrando e hoje já não tem como negar: resfriei.
O verão acabou há quatro dias. Agora cachecóis e luvas começam timidamente a passear pelas ruas.
Hoje foi o dia em que os estudantes que vivem em outras cidades estão chegando nos halls de estudantes, suas casas durante o ano letivo. A cidade estava mais cheia, jovenzinhos acompanhados dos pais, com um misto de excitação e medo estampados nas carinhas. Fui trabalhar e atendi duas famílias, ambas com filhas, comprando cortinas a fim de tentar tornar os seus novos lares mais aconchegantes (e quem sabe também, tentar proteger os seus rebentos: do frio e de olhares inoportunos).
Não há como não sentir a excitação deles também: tão jovens e com toda a liberdade pela frente, tanta responsabilidade a ter, tantos novos amigos a conhecer. Nossa, que bacana!
Inscrevi-me num curso de espanhol. Chega de fingir que sei falar essa língua, quando na verdade falo um grotesco
portunhol. Comecei a dar uma olhada no livro e cheguei a conclusão que o meu aprendizado se dará, inevitavelmente, por comparação. "Olha, olha: eles não falam
escura, e sim
oscura". Espero que funcione.

The Killers: All these things that I've done
Segunda-feira, Setembro 12, 2005
Saudade
Ando morrendo de saudade de poder sentar uma tarde inteira na frente de um computador e refletir.
Atualmente eu estou em piloto automático.
Casa grande, muito espaço: fantástico. Agora só falta curtir isso tudo.
Espero semana que vem poder desacelerar um pouco.
Por enquanto só mesmo saudades: das minhas músicas, das minhas leituras: jornais, blogs e do livrinho do Garcia Márquez que acabou ficando a meio do caminho. Dos meus longos minutos olhando pro teto, tentando organizar as idéias: do dia-a-dia, dos planos, dos delírios.
Coitado do que não tem uma horinha só pra si.
Estória romântica: Cazuza
Quinta-feira, Setembro 08, 2005
A mudar
Pois e, meu prazo de seis dias terminou ha muito tempo ja!
Estou passando mais uma vez por aquela fase blogueira em que não se tem muito tempo pra sentar e escrever, mas os textos estão transbordando pelo topo da cabeça.
Vou fazer um resumao:
Eu e meu digníssimo fomos a Lisboa. Passamos 4 diazinhos, muito pouco mas mesmo assim foi ótimo!
Tava fazendo um calor maravilhoso. Fomos à praia, comi feito uma draga: oh terrinha pra dar vontade de comer muito aquela!
As fotos, como já devem ter percebido, estão ai do ladinho.
Mal voltamos tivemos que preparar tudo pra mudança. Então Sábado e Domingo foram dedicados a subir e descer escada e a comer muito pó.
Pra tal façanha tivemos que alugar um carro e foi a primeira vez que meu amor dirigiu em terras britânicas, com seu volante do lado ¿errado¿. Depois de ter demorado a se acostumar com a largura do carro, e por duas vezes ter entrado na mão errada da rua, ate que ele se saiu muito bem!
A casa e ótima! E tão maior do que todas que já vivemos que às vezes ate nos desencontramos!
O problema e que ela ficou fechada por um mês, creio, e por isso ficou com aquele cheirinho chato de casa fechada. Então eu passo os meus dias abrindo janelas e queimando incensos.
Mudança e um negocio que ninguém merece. Ok, ok, todo mundo merece ¿mudar¿. Mas a tal da mudança, oh jisus...
Então, meus amigos, tenho passado meus últimos dias as voltas com esse novo lar, tentando torna-lo o mais acolhedor possível! E conseqüentemente, super ocupada. Mas agora que as coisas já estão entrando nos eixos, e que também já não ha tantas caixas espalhadas por todos os lados, terei mais tempo de vir aqui limpar as teias de aranha que se acumularam nos cantinhos desse bloguinho.
Boa novidade também e o computador que e novo. Só o teclado que ainda não esta configurado. Portanto, se o próprio Word não vem pra me ajudar, já viu que os acentos não virão por si só.
Cool: Gwen Stefani